Cataguases: onde tudo começou…

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Origem do Município:

No ano de 1828, mais precisamente em 26 de maio, o francês Guido Marlière, Coronel comandante das divisões militares do Rio Doce e diretor dos Índios e Inspetor da Estrada de Minas aos Campos de Goitacazes, chegou a um lugar denominado Porto dos Diamantes, no rio Pomba, onde viviam alguns habitantes e estava aquartelada a 3ª Divisão Militar. Alguns moradores, entre eles o sargento de ordenanças Henrique José de Azevedo, alferes comandante desta região, fez a Marlière a doação de um terreno, com a finalidade de erguer uma capela, conforme mandava as exigências eclesiásticas para a construção de templo religioso. No local havia 38 habitações e inúmeras aldeias de índios: coroados, coropós e puris.A denominação mais antiga que se tem notícia é Porto dos Diamantes, datada de 1809 ou 1810, quando, por aqui, estiveram acampados membros do clero, atraídos pela fama de ser abundante a produção de diamantes no local, fato que posteriormente não foi confirmado. clip_image002[8](Guido Marlière)

O novo povoado se formou rapidamente, tendo seu nome mudado para Meia Pataca, e, no começo, era frequentado, por um ajuntamento de garimpeiros e caçadores, além de eventuais tropeiros.

Em outubro de 1851, o povoado é elevado à categoria de freguesia de Santa Rita do Meia Pataca e anexado à freguesia de São Januário de Ubá. Em abril de 1854, lei provincial transfere seus domínios para o município de Leopoldina. Nessa época, veio ali se estabelecer com a família, em um latifúndio de 3.000 alqueires, o Major Joaquim Viera da Silva Pinto, um dos patriarcas da cidade, que funda a Fazenda do Glória.

Graças aos seus esforços, Meia Pataca é elevada à vila com o nome de Cataguases, através da Lei Provincial nº 2.180, de 25 de novembro de 1875. A nova denominação foi sugerida pelo Cel. José Vieira de Resende, porque sempre se lembrava do rio Cataguases que banhava as terras da fazenda onde nascera, no município de Prados. O vocábulo Cataguases é indígena, sendo a tradução mais aceita a de Diogo de Vasconcelos que significa “Gente Boa”.A instalação do município se fez em 7 de setembro de 1877, dando início ao desenvolvimento de nossa cidade. clip_image002[10](Cel. José Vieira de Resende)

PRIMEIROS ANOS

clip_image002[12](Cataguases em 1877)

Cataguases surgiu durante o longo processo de ruralização da sociedade mineira, após a Inconfidência, momento em que os mineradores, os clérigos e escravos se distanciaram das vilas, buscando longínquas terras. Eles são transformados em agropecuaristas, tendo no café seu principal produto.

A emancipação em 1877 deu a Cataguases uma nova configuração administrativa. O Juiz de Direito assumiu suas funções, o promotor público foi empossado, vieram os advogados e a conhecida engrenagem que movimenta o Judiciário. A política aperfeiçoou as relações, a elite reclamou um jornal e com ele uma tradição literária que no futuro iria transcender as fronteiras de Minas.

clip_image002[14](Estação Ferroviária no início do séc. XX)

Se nos primeiros decênios do século XVIII a lavoura cafeeira foi limitada pela precariedade das comunicações e transporte, com a inauguração, ao final da década de 1870, do ramal da Estrada de Ferro Leopoldina, inaugura-se um período de prosperidade para a região. Os vagões substituíram as antigas tropas de mulas e a comunidade passou a sofrer influência direta da cultura litorânea. Os trilhos da Estrada de Ferro provocaram uma verdadeira revolução na economia cafeeira.

Sob o comando do capital cafeeiro, dominantemente mercantil, surge a atividade financeira através de dois bancos em Cataguases: o Banco Construtor do Brasil, constituído em 1890, e o Banco de Cataguases, fundado em 1893, ambos de propriedade do imigrante português João Duarte Ferreira, que serão os principais instrumentos de transformação e acumulação do capital cafeeiro em empreendimentos comerciais e, posteriormente, industriais.Assim, em fevereiro de 1905, estimulados pelo aumento da atividade urbana, alguns empreendedores, entre os quais o Coronel João Duarte Ferreira, Coronel Joaquim Gomes de Araújo Porto, Major Maurício Eugênio Murgel, e Dr. Norberto Custódio Ferreira, organizam a Companhia Fiação e Tecelagem de Cataguases – CFTC – utilizando máquinas movidas a vapor, álcool e petróleo. clip_image001(Cel. João Duarte Ferreira)

O declínioclip_image002[18]do setor cafeeiro em Cataguases, que no seu auge alterou o aspecto da cidade, dando-lhe novos traços, seja do ponto de vista urbanístico, da arquitetura, seja na sociedade em suas manifestações e costumes, foi substituído pela frente manufatureira. Dos quatro acionistas que criaram a CFTC, três participam também do empreendimento de criação da Companhia Força e Luz Cataguazes – Leopoldina.

Agosto de 1905 marca o início da construção do edifício da fábrica de tecidos e, um ano após, inaugurava-se as instalações com 20 teares importados da Inglaterra, com produção mensal de cerca de 15 mil metros de tecido.

Em 1911, a empresa têxtil muda de controle acionário, passando a se chamar “M. Ignácio Peixoto”, sob o comando do imigrante português Manuel Ignácio Peixoto, que direcionou a aplicação de capitais vinculados à agricultura para o setor industrial, permitindo a Cataguases o seu desenvolvimento naquele momento.

 

Bibliografia : http://www.cataguasesviva.com/historia.html

Pontos turísticos em Cataguases

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“O nome Cataguases vem – pelo menos, até provas em contrário, pois muitas são as controvérsias nessa cidade em constante questionamento – , pois é, o nome Cataguases parece que vem de uma tribo de índios que habitava a região, os ‘Catu-auás’. Dizem que o nome catu-auá significa em tupi-guarani ‘terra de gente boa’. E Cataguases sabe receber muito bem. Quem bebe da água do Rio Pomba nunca deixa de voltar. Dizem. ”  

Confira alguns dos mais importantes pontos turíticos de nossa cidade.
Além de inúmeras obras artísticas e arquitetônicas modernas tombadas pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Cataguases também oferece inúmeras contruções marcantes do final do século XIX, belíssimas paisagens naturais, museus, centros culturais e muito mais!

Ponte Metálica (1914)

images (1) A construção da Ponte Metálica foi determinada em 1910, devido à solicitação do deputado federal Astolpho Dutra Nicácio. Ela foi erguida para substituir a ponte anterior, de 1842, feita em madeira, que ligava o núcleo urbano de Cataguases à margem oposta do Rio Pomba, que corta a cidade. Com material importado da Alemanha e mão-de-obra especializada, vinda de fora, as obras foram iniciadas dois anos depois e terminadas em 1914.

 

 

 

 

 


Santuário de Sa2nta Rita de Cássia (1968)

Em 1941, chega a Cataguases o padre Solindo José da Cunha – e com ele a ousadia de um novo templo, inaugurado apenas em 1968. O projeto de Edgar Guimarães do Valle traz o arrojo da nave livre, do vão central sem colunas. Na parte frontal externa, “A vida de Santa Rita”, painel de Djanira. Em 1995, o interior da nave rompe com o “branco-silêncio” de suas paredes e ganha o mural “A via Crucis de Jesus Cristo”, assinado por Nanzita.

 

 

 

 

 

 

Paço Municipal (15911837459_100b3155d9900)

Com suas linhas remetendo ao neoclássico, o Paço, que abriga com exclusividade o corpo administrativo da cidade, foi erguido ao mesmo tempo em que se remodelava a velha igreja matriz, no final do século XIX. O Coronel João Duarte Ferreira, à época uma das grandes fortunas do estado, foi quem financiou a parte final da construção e do mobiliário.

 

 

 

 

 

 

Estação Ferroviária de Cataguases (1877)

Uma das mais antigas construções ainda preservadas do conjunto Arquitetônico da Praça Governador Valadares, o prédio – típico de todas as estações da época, seguindo o traçado dos pavilhões industriais ingleses – foi construído no final do século XIX pela Estrada de Ferro Leopoldina. Após a privatização, o prédio foi cedido à Prefeitura Municipal, que o reformou inteiramente, na década de 1990, após seu tombamento pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Em 1997, a estação foi reaberta, desta vez como Centro Cultural Eva Nil.

 

 

 

 

 

 

Colégio Catimagesaguases (1957)

Principal obra do arquiteto Oscar Niemeyer em Cataguases, o prédio do Colégio foi encomendado pelo industrial e escritor Francisco Inácio Peixoto para substituir o antigo ginásio da cidade, que funcionava no mesmo local desde 1909.
Entre os anos de 1948 e 1974, o salão nobre recebeu uma das obras-primas do pintor brasileiro Cândido Portinari, o painel “Tiradentes. O acervo do Colégio ainda conta com o painel de pastilhas original do modernista Paulo Werneck e a escultura “O Pensador”, de Jan Zach.

 

 

 

 

 

Residência Franc_043isco Inácio Peixoto (1941)

Projetada por Oscar Niemeyer, contemporânea ao Projeto da Pampulha, em Belo Horizonte, a residência é o primeiro marco do Modernismo arquitetônico em Cataguases e em Minas Gerais, com os mesmos princípios de simplicidade e correção que o arquiteto aplicaria, logo em seguida, ao traçado do Colégio Cataguases.

 

 

 

 

 

 

 

Praça Rui Barimages (3)bosa (1957)

A Praça Rui Barbosa, em meados da década de 1950, no centro da cidade, foi totalmente reformulada por um projeto assinado pelo arquiteto Luzimar Natalino de Góes Telles. Os bancos de pastilha, sem encosto, com curvas discretas, o chão de pedrinhas portuguesas com formas geométricas: tudo com um visual muito limpo, funcional e moderno. À ousadia de Luzimar, que residia na cidade, na época, incorporou-se a genialidade de Francisco Bolonha, que desenhou para o conjunto um coreto sob forma de uma concha acústica, que se debruça sobre a praça.

 

 

 

 

 

Edgard Cine-TeResize_Campanhaatro  (1953)

Nos anos 1940, o escritor Francisco Inácio Peixoto, então diretor da Companhia Cinematográfica Cataguases, encomendou a construção do prédio do novo cinema ao arquiteto Aldary Toledo. No local já funcionava desde o final do século XIX uma sala destinada a encenações teatrais e exibições de filmes, o famoso Cine-Theatro Recreio. O Cine-Teatro foi inaugurado em 1953. 

 

 

 

 

 

 

Museu da E-letricidade (1926)

O Museu da Eletricidade – Espaço Documentário foi inaugurado em 1985 e acha-se instalado em uma construção do início do século XX, com uma tipo de arquitetura urbana muito comum na época. Além do acervo, o Museu abriga um centro didático e interativo sobre o uso da eletricidade, a Super Estação de Energia.
Na lateral do casarão, ainda dentro de seu complexo,há o Café do Museu e o Anfiteatro Ivan Müller Botelho.

 

 

 

 

 

 

 

Museu Chácarchacara_dona_catarina_cataguasesa Dona Catarina (1988-2000)

Localizado em posição frontal ao velho prédio da Estação Ferroviária, o Museu está instalado na antiga residência do Coronel João Duarte Ferreira e de sua segunda mulher, a italiana Catarina Zauza.  A Chácara encontrava-se em total abandono até o final do século passado quando foi totalmente recuperada juntamente com seus jardins pela Fundação Cultural Ormeu Junqueira Botelho, pela Telemar, pela Usiminas e inaugurada em 2000. 

 

 

 

 

 

 

Praça José I0nácio Peixoto (1956)

Na década de 1950, os operários da Companhia Industrial Cataguases manifestaram o desejo de homenagear o industrial José Inácio Peixoto. O arquiteto Francisco Bolonha é chamado para construir um monumento que dê continuidade, no espaço público, às primeiras experiências com arquitetura moderna realizadas na década anterior. “A Família”, escultura de Giorgio, e o painel “As Fiandeiras”, de Cândido Porinari, executado em azulejos vitrificados por Américo Braga.

 

 

 

 

 

 

Fábrica djca_008450eee Fiação e Tecelagem Cataguases (1913) – Instituto Francisca de Souza Peixoto (Chica)

A “Fábrica Velha” foi inaugurada em 1905, embora suas obras completas tenham se acabado somente em 1913. O prédio, cuja área instalada tem hoje mais de 11 mil metros quadrados, destinava-se na época a abrigar os modernos teares movidos a eletricidade e todo complexo da Fábrica de Fiação e Tecelagem Manuel Ignácio Peixoto e Filhos. Hoje ele abriga o Instituto Francisca de Souza Peixoto, o “Chica”.

 

 

 

 

 

 

Monumento a Hum10berto Mauro (2002)

Realizada por um dos maiores escultores brasileiros, Amilcar de Castro, a obra é uma portentosa estrutura pesando 15 toneladas e que homenageia o cineasta Humberto Mauro, que fez em Cataguases seus primeiros filmes. A escultura tem a forma de uma porta, significando os novos horizontes vislumbrados por Mauro e foi encomendada pela Energisa, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

 

 

 

 

 

 

Hotel Cataguashotel_cataguases2es (1951)

A influência de Oscar Niemeyer, principalmente o traçado do Colégio Cataguases, se faz sentir nesse projeto do final dos anos 1940, realizado por Aldary Toledo.
Novamente, vê-se aqui uma bela composição realizada a partir de soluções de grande simplicidade e despojamento. O mobiliário é de Joaquim Tenreiro, o paisagismo do Hotel é de Carlos Perry e, na entrada, um espelho d`água serve como pano de fundo para a escultura “Mulher”, de Jan Zach.

 

 

 

 

 

 

Grande Hoimages (2)tel Villas (1893)

Projetado pelo engenheiro Guido Bergamini em 1893, o Grande Hotel Villas é outro integrante do complexo arquitetônico da Praça Governador Valadares, no entorno da Estação Ferroviária. Ele foi construído para sediar a matriz do Banco de Cataguases, a mando do coronel João Duarte Ferreira. Em 1895, João Duarte arrendou o prédio a José Villas Bouçada, que o transformou no Grande Hotel Villas.

 

 

 

 

 

 

Avenida Astolfo Dutra (1920)

Seu traçado original data da última década do século XIX. A obra foi encomendada por Astolpho Dutra Nicácio, então agente executivo municipal. O engenheiro Caetano Mauro, pai do cineasta Humberto Mauro, elaborou nos anos 20 o projeto de planejamento e urbanização da avenida que ajudou a abrir. E logo, como ainda hoje, tornou-se o eixo central da cidade, com os belos pontilhões e suas balaustradas em círculo. A avenida com seus oitis e magnólias tem seu charme acrescido com as inúmeras residências de plástica modernista.

 

 

Horto Flimagesorestal

O Horto Florestal possui uma área de 70 hectares de terra que se destinam ao cultivo de mudas de várias espécies como: Pau-Brasil, Pau-Ferro, Pinha, Pitanga, Pitomba, Romã, Sapucaia, Sete Casca, Sapoti, Tamarino e outros. Possui também mudas destinadas a arborização e ao paisagismo.
Existe no Horto Florestal uma diversidade enorme de animais como macacos, cachorros do mato, bichos preguiça, pássaros variados, entre outros. No horto, há ainda venda de mudas para jardinagem e arborização.

 

 

 

 

 

 

Educandád016_arq080-01-10rio Dom Silvério (1954)

As Irmãs Carmelitas chegaram a Cataguases, em fevereiro de 1912. Com a ajuda de pessoas ricas da cidade, as irmãs adquiriram o prédio da antiga Prefeitura e cadeia pública, transformando-o no Orfanato Dom Silvério, cujo nome foi uma homenagem ao Arcebispo de Mariana daquela ocasião. Em 1949, o velho casarão já não suportava mais e houve urgência em substituí-lo, isto é, edificar um novo.
A construção do novo edifício visou ao estilo moderno. Na fachada do prédio, há um mural em azulejo, de Anísio Medeiros, e a capela apresenta uma obra primorosa do pintor Emerick Marcier. A inauguração deu-se em 1954.

 

 

 

 

 

Feira de AGEDC0307rtesanato

A Feira de Artesanato é realizada aos sábados na Praça Rui Barbosa e aos domingos na praça Santa Rita. Com barracas padronizadas, os artesãos e fabricantes de doces e salgados caseiros, apresentam seus trabalhos para a comercialização.Os artesanatos são geralmente em madeira, sisal, tecidos, telas, bordados e tricô.Os doces em compotas, pedaços e caldas, são feitos com frutas da época, assim como os licores e os sucos.

 

 

 

 

 

Bibliografia: http://www.cataguasesviva.com/turismo.html

Onde ir no final de semana em Cataguases?

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Se você e do tipo que adora um filme, Cataguases tem o Cine-teatro Edgard , se você prefere teatro sempre costuma ter ótimas peças, em cartaz no Centro Cultural Humberto Mauro ou na Casa de Cultura Simão! E se depois disso tudo tiver fome Cataguases, oferece restaurantes, lanchonetes! Se você gosta de baile temos o Clube do Meca ou Clube do Remo!

4860834312_6bb1f18db0_mcchm0503  -> (CENTRO CULTURAL HUMBERTO MAURO)

 

clube_remo  -> (CLUBE DO REMO)

(CLUBE  DO MECA)  <-     clube_meca                                                                                                                                                                                               Resize_Campanha-> (CINE-TEATRO EDGARD)

 

Festa de Santa Rita de Cássia

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‘Dia 22 de maio: Dia de Santa Rita de Cássia

Santa Rita de Cássia é festejada em 22 de maio, dia de sua morte. Ela faleceu no ano de 1457, de tuberculose, com 76 anos

Ela é a protetora das causas impossíveis, problemas difíceis em família além de também ser a protetora das viúvas. Ela é considerada uma das santas mais populares do Brasil, assim como São Judas Tadeu, ambos, protetores das causas impossíveis.

Santa Rita de Cássia é venerada na Itália, Portugal, Espanha, França, Venezuela, Argentina, Estados Unidos, e em vários estados brasileiros.

Durante os festejos, os devotos homenageiam-na com rosas de todas as cores.

Na maioria das cidades históricas existem imagens barrocas de Santa Rita de Cássia. Estas imagens fazem parte do conjunto de imaginárias dos retábulos laterais das igrejas.”

Em Cataguases por exemplo, está localizado o maior santuário de Minas em homenagem a Santa Rita de Cássia. Sua arquitetura, no estilo moderno, tem projeto de Edgar Guimarães do Valle. O santuário foi inaugurado em 1968. A fachada possui um painel de Djanira, contando a vida de Santa Rita. Em seu interior, os fiéis podem admirar o mural de Nanzita, intitulando “A Via Crucis de Jesus Cristo”.

Durante os dias 18 a 25 de maio aconteceu na cidade de Cataguases, a tradicional festa de Santa Rita de Cássia, padroeira da cidade, e que ocorre há cerca de 34 anos. É uma comemoração que mexe com a população cataguasense, com shows todos os dias (incluindo no repertório músicas religiosas) . A festa acontece com a ajuda dos fiéis, que colaboram com pequenas doações.

Barracas de doces, salgados, caldos, plantas, pescaria, bingos, são as atrações da festa.

No dia de Santa Rita – 22 de maio- acontece um grande show pirotécnico que emociona a população. Além da festa religiosa que acontece com grande fervor, não podemos nos esquecer da novena que é dedicada à padroeira, com peregrinação da imagem e procissão.

A festa pode ser considera a melhor da cidade e também da Diocese de Leopoldina.’

Bibliografia: http://dialogoshistoricos.wordpress.com/comunidade/festa-de-santa-rita-de-cassia/

http://www.descubraminas.com.br/Cultura/Pagina.aspx?cod_pgi=2147

Preservação do meio ambiente: DEVER DE TODOS !

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“Inegavelmente, todos querem um mundo melhor, entretanto pouco se tem feito para que essa vontade torne-se realidade. Diante dos problemas ambientais que o Planeta Terra vem sofrendo, é impossível ficar indiferente aos danos causados. Os prejuízos atingem não só os seres humanos, mas sobretudo a fauna e a flora. Diversas espécies animais e vegetais são prejudicadas, uma vez que não conseguem se defender das agressões a que são submetidas. Então o que fazer para se desfrutar de um ambiente ecologicamente equilibrado? Acredita-se que a busca por um desenvolvimento sustentável.

Sabe-se que esse modelo de desenvolvimento visa a garantir às gerações futuras as mesmas condições ambientais desfrutadas pelas gerações atuais. Esse objetivo seria alcançado através de uma busca incessante do equilíbrio entre as dimensões ambientais, sociais e econômicas, que são os pilares desse modelo.

Viver em um ambiente saudável não é uma utopia, mas um direito garantido no artigo 225 da Constituição da República Federativa do Brasil, onde se assevera que:

[…] todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e a coletividade o dever de defende-ló e preserva-ló para as presentes e futuras gerações. (BRASIL, 1988)

Pensando dessa forma, é obrigação do Estado e da sociedade promover as condições necessárias para que se tenha um meio ambiente o mais conservado possível. E para atingir esse intento prega-se a adoção de práticas sustentáveis em todas as atividades humanas.

Viver em ambiente sustentável é desfrutar dos recursos disponíveis de forma comedida. É utilizar apenas o necessário, promovendo melhorias para o meio ambiente como um todo.

Para que isso aconteça, muitas mudanças ainda serão necessárias na vida em sociedade. A conscientização da população para que aja em conjunto em prol do interesse comum, a conservação dos recursos naturais e a ampliação das informações sobre a real situação do planeta, propondo formas para melhorar o meio ambiente, são medidas indispensáveis nessa trajetória. Com mudanças dessa ordem, a recuperação do ambiente vital deixaria de ser apenas um desejo para se tornar realidade.

Enfim, é possível sim garantir para o futuro um meio ambiente ecologicamente equilibrado. O modelo do desenvolvimento sustentável seria um grande aliado da humanidade nesse intento.”

Bibliografia: http://www.focoambiental.net/2012/04/meio-ambiente-e-dever-de-todos-preserva.html

Teorias raciais no Brasil

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‘Duas teorias fizeram bastante sucesso em meio á população luso-brasileira e que eram bem discutidas em meio aos médicos e intelectuais do país. Essas teorias foram trazidas ao pais pelos filhos da elite republicana vindos da Europa, e pelas expedições cientificas que vieram ao Brasil, das quais participavam cientistas antropólogos e outros intelectuais. Tais teorias justificam a impossibilidade de progresso do Brasil, dos países tropicais e da África dadas ás questões voltadas no entorno de fatores sociais. Com a chegada de D.Joao VI e a transferência da família real para o Brasil, as exigências em relação a isso foram maiores, ao passo,que o então imperador D.João queria projetar o pais no cenário cientifico internacional devido á diversidade natural da abundância de dados para a o estudo da zoologia e da botânica, tentando obscurecer o fator racial existente na colônia.

Após a abolição da escravatura em 1888, em que 700 mil negros foram alforriados, a imigração europeia passou a preocupar os eugenistas, com a entrada dos europeus vieram também as ideias anarquistas e culturas distintas. A elite brasileira já patriota e disciplinar, apostou nesse projeto de raça e de incremento econômico de café, diferente do estereótipo do negro, os imigrantes carregavam os estigmas preconceituosos de que eram preguiçosos sujos e indisciplinados tal como os negros.

Os eugenistas surgiram no efervescer desses conflitos, tinham proposta e soluções para curar o Brasil, muitos eram os caminhos dessa limpeza: o branqueamento pelo cruzamento, o controle de imigração do segregacionismo e, por fim, a esterilização tudo isso em prol de uma higienização do pais segundo alguns médicos sanitaristas como Belizário Pena, “O Brasil está doente” e muitas dessas ideias eram fornecidas e estabelecidas através de raças e misturas. Segundo os sanitaristas, a guerra era um fator degenerativo, era necessário aproveitar o momento de cuidar da higiene das raças para a grandeza da racionalidade.

O governo do presidente Getúlio Vargas, provocou mudanças significativas no começo século XX, transformando o país nos âmbitos sociais, políticos, econômicos e ideológicos formando-o num estado centralizador e nacionalista.

O Estado também pode ser visto no campo antropológico, sobretudo ele é estudado de forma mais ampla no campo da Ciência Política. Quando se fala a palavra nação com relação a tudo que envolve o Estado( sua força e permanência) muitos teóricos buscam entender a dinâmica.

Marcel Mauss , fez um estudo no campo político, onde o Estado Nacional aparece como fenômeno europeu ocidental, ao mesmo tempo apresenta o nacionalismo como algo negativo, para Mauss, nação inclui crença na raça, língua e civilização comuns,que embasa a maior parte das ideologias nacionalistas, o mesmo critica ainda o que chama “Nacionalização do Pensamento”, folclorização prática observada atualmente em países periféricos, há a perda dos costumes culturais, significando para esses povos algo distante em suas vidas.

Mauss está se reportando aos excessos do nacionalismo, onde os valores nacionais são exagerados em detrimento dos valores dos outros, nesse caso o conteúdo político do conceito de nação é suplantado pela ideia de nacionalismo.

No Brasil o regime republicano amplia essa discussão, pois para boa parte dos eugenista a uma nação, o país era uma nação sem “povo”. O ideal republicano era criar novos campos de saber para manter racionalmente a necessidade de uma nação homogênea , tipicamente Brasileira.

Durante os anos 30 e na metade dos anos 40, o racismo determinou uma série de restrições á imigração de trabalhadores estrangeiros. Essa discriminação materializou-se, em 1933, na aprovação de um projeto de emenda constitucional patrocinado por Miguel Couto, que defendia uma orientação” Branca, Cristã e Nacionalista” , proibia a entrada de elementos de raça negra e amarela e tornava obrigatório o exame de sanidade física e mental dos imigrantes estrangeiros.

O modelo de população esperada pelo estado novo resumia-se em: Branca, Bela, e Vigorosa, concepções herdadas dos padrões de beleza expressos pelos gregos antigos, como parâmetro de saúde física e mental para os eugenistas, tal como na clássica escultura grega que apresenta o esportista Discorbolo, assim era desejada a raça brasileira.

Em um cartaz o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), demonstra puramente seus ideais positivistas de governo.

  O Brasil tudo espera da juventude enquadrada nas aspirações do Estado Novo, guardando as aspirações do passado e construindo para a ordem e o progresso atual, é para a grandeza atual que volta suas vistas. As novas gerações terão papel decisivo a desempenhar, pois muito que já somos, é ainda bem pouco diante do que podemos ser com as nossas imensas possibilidade.
                                                                                                          Getúlio Vargas

Mais tarde, no período do Estado Novo, consolidou-se um modelo racial e político em que negros, mulatos, judeus e japoneses eram considerados perigosos, do mesmo modo que os anarquistas, comunistas, malandros e baderneiros que fosse proibida a entrada de qualquer pessoa de origem étnica semita, isso é Judia, ideias fascistas e nazistas passam a configurar a ideologia brasileira de raça, mostrando que o povo Branco tem um tipo ideal de homem trabalhador.

Diferente do estereótipo do negro, os imigrantes não carregavam o estigma preconceituoso de que eram preguiçosos sujos e disciplinados tal como os negros e os mulatos, mas já conheciam o comunismo, as revoltas e o poder de reivindicação em massa.

Através de desenvolvimento tão complexo e de um percurso histórico tão conturbado, com contradições e desafios; O Brasil transformou-se em um país hoje multirracial, dentro desse multirracialismo e multiculturalismo, com alguns elementos definidores da composição racial do Brasil já alicerçados, novos problemas surgiriam e com eles novos conceitos que põe, os teóricos do século XXI a pensarem no Brasil de hoje.

Segundo Florestam Fernandes, as questões poderiam ser essas: O que é uma democracia racial? O que é mais importante para o “negro” e o “mestiço”; uma consideração ambígua e disfarçada ou uma condição real de ser humano, econômica, social,e culturalmente igual a dos brancos? A ausência de tensões abertas e de conflitos permanentes é em si mesma, era índice de boa organização das relações?

A ideia de democracia racial em sendo fomentada a muito tempo , ela se constitui através de uma distorção criada no mundo colonial. Os efeitos severamente prescritos e incontornáveis da miscigenação contribuíram para que se operasse uma espécie de mobilidade social vertical por infiltração graças á “gelatinosa” composição racial brasileira.

No Brasil , não só a democracias real da renda determinou o poder e prestígio social em termos raciais, as oportunidade como sempre foram surgidas e aproveitadas pelos grupos melhor localizados da “raça dominante”, o que contribuiu para aumentar a contradição racial da renda, do poder e do prestígio social em beneficio do Branco

O “Negro”, teve a oportunidade de ser livre,se não conseguiu igualar-se ao branco, o problema é dele e não do branco. A égide da ideia de democracia racial justificou-se de pois a mais extrema indiferença e falta de solidariedade para com um setor da coletividade, que não possuía condições próprias para enfrentar mudanças acarretadas pela universalização do trabalho livre e da competição.

Esse quadro revela que a chamada “democracia racial”, não tem nenhuma consistência , tornando-se um mito social, criado pela maioria, e tendo em vista interesses sociais e os valores morais dessa maioria.

Um dos maiores desafios perante a nação brasileira se constrói, no século XXI, é o fomento de uma tecnologia social e cultural política, mas como encontrar essa tecnologia de saberes voltadas para a convivência harmônica em uma sociedade multirracial e multicultural?Onde encontrar uma tecnologia social, política e cultural que nos permita neutralizar e superar o racismo.

As universidade no Brasil são espaços de discussão e frequentamento por pessoas de diversas composições raciais, a partir daí, podemos analisar as políticas raciais de permanência do negro especificamente, nessas instituições, fomentando o discurso de que a universidade não é um espaço de igualdade racial e de direitos, assim como o Brasil. As instituições de ensino superior estabelecidas para o propósito de garantir o usufruto de maneira equitativa dos recursos das nações e o respeito ao outro, tem se mostrado incapazes nesse sentido essencial. O maior dos mitos que perduram durante o século, é que ainda hoje os acadêmicos retardatários persistem em querer manter em pé. O mito, segundo o qual os países da chamada América Latina seriam sociedades racialmente democráticas, socialmente justas e socialmente integradas, onde todas as populações recebem quotas que lhe corresponde ao recurso do país. Esses recursos, não são somente produtos dos nossos esforços cotidianos de hoje, mas que são também e talvez, sobre todo o uso-fruto de tudo aquilo que foi acumulado com riquezas ontem, sob a escravidão racial dos doze,dez e oito milhões de africanos que foram trazidos para essas erras americanas e pelas forças de armas que foram mantida á sujeição. Mas hoje a sociedade brasileira finge ignorar essa realidade.

Hoje precisamos ter uma visão mais critica e objetiva sobre as realidade sociais e políticas africanas. A história que precisamos saber sobre a África e sobre o mundo é a verdadeira, aquela que esta surgindo pacientemente nos achados científicos nas diferentes áreas cientificas e disciplinas do saber.

Para nós cidadãos afro-descendentes, conhecer as realidades objetivas a África tanto no pré-período colonial como no contemporâneo é de importância vital que vá além do conhecimento formal e que implica o conhecimento de nós mesmos, de nossa mentalidade, de nossos hábitos culturais, de nossos valores e vícios morais, todas a quais provém, em grande parte da estrutura profunda do nosso próprio psiquismo.’

Bibliografia: http://angelicabeatrys121.blogspot.com.br/2011/02/o-estado-brasileiro-e-as-novas-teorias.html

Titanic – um símbolo de uma época

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“O naufrágio mais famoso da história está prestes a completar 100 anos. Tanto tempo se passou e a polêmica e interesse pelo Titanic só faz aumentar ao longo dos anos. É hora de regressar ao transatlântico e relembrar os fatos, as lendas e os personagens da tragédia do maior navio do mundo.

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10 de abril de 1912, milhares de pessoas se aglomeram no porto de Southampton, na Inglaterra, para dar adeus a seus familiares ou amigos, ou apenas para ver partir o maior objeto móvel já construído pelo homem – o Titanic. Ninguém poderia imaginar que o maior transatlântico do mundo nunca mais voltaria daquela viagem inaugural, nem que as vidas daquelas 2.240 pessoas a bordo estariam marcadas para sempre após aquela trágica viagem que nunca teria fim. É hora de regressar ao velho Titanic.

Construído por três anos, de 1909 até ser finalizado em 1912 nos estaleiros da Harland and Wolff em Belfast, Irlanda, o Titanic desde o começo foi concebido para ser o maior navio de passageiros até então construído e rivalizar com os poderosos navios Lusitânia e Mauritânia da companhia rival Cunard Line. O Titanic e seus irmãos Olympic e Gigantic (depois Britannic, ainda em construção), pertenciam a classe Olympic da companhia White Star Linee estavam destinados a ser os maiores e mais luxuosos transatlânticos do mundo. O destino foi implacável com quase todos os três navios, além do naufrágio catastrófico do Titanic, seu irmão caçula e menor dos três – Britannic, também naufragou torpedeado por um submarino alemão durante a 1ª Guerra Mundial. Apenas o Olympic não teve destino parecido ao dos irmãos, quase idêntico ao Titanic, mas um pouco menos gigantesco, subsistiu a todos e se tornou outro grande mito da história dos mares, tendo sito desativado apenas nos anos 30.

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Os números do Titanic impressionam pela monumentalidade. Seu comprimento era de 269, 10 metros, sua largura de 28 m, com tonelagem bruta de 46.328 toneladas, e altura de 18 m da linha d’água até o deque de botes. O Titanic também estava dotado dos equipamentos mais modernos e poderosos propulsores da época. Havia 29 caldeiras alimentadas por 159 fornos de carvão a combustão que tornavam possível a velocidade máxima de 23 nós (43 km/h), incrível para a época. Apenas três das quatro chaminés de 19 m de altura eram funcionais, a quarta era usada apenas para ventilação e foi adicionada para dar uma aparência mais impressionante ao navio. O navio podia transportar até mais de 3.500 pessoas, entre passageiros e tripulação. De alguma forma, parecia totalmente crível que se divulgasse o Titanic como inafundável.

O Titanic foi um dos mais luxuosos transatlânticos até hoje a singrar os mares. Superou todos com seu luxo, requinte e opulência soberbas. A seção da primeira classe podia desfrutar de piscina coberta, academia de ginástica, uma quadra de squash, banhos turcos, banhos elétricos e o Café Verandah. As salas comuns da primeira-classe resplandeciam toda a magnificência do Titanic, a decoração sofisticada em estilo eclético incluía painéis de madeira adornados, móveis requintados, lustres de cristal, pisos caros e muitos quadros e pinturas elegantes. As cabines chamavam atenção pelo conforto e decoração luxuosa. A famosíssima grande escadaria da primeira classe reluzia iluminada por uma abóbada de cristal e ferro. A segunda classe também dispunha de biblioteca, salão de beleza e Fumoir, igual a primeira classe. O Café Parisienoferecia alta gastronomia num ambiente extremamente chique aos passageiros da primeira classe, e não havia semelhante no Olympic. Até as instalações da terceira classe gozavam de uma boa infra estrutura. O Titanic desfrutava dos mais modernos recursos tecnológicos da época, como elevadores elétricos e rádios Marconi, manejado por dois operadores que se revesavam em turnos e podiam transmitir constantemente as mensagens dos passageiros e manter contato com a terra, fato que permitiu a salvação dos sobreviventes durante o naufrágio do navio. Tudo isso, iluminado pela eletricidade que abrangia todo o navio e representava o signo do progresso no novo século. Era em suma, um navio moderno.

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Entre os passageiros do Titanic, principalmente na primeira classe, estavam figurões da alta sociedade inglesa e americana. Gente muito importante, entre nobres, industriais, artistas ou apenas socialites. Mas, a maioria esmagadora eram de gente pobre, imigrantes italianos, franceses ou ingleses, das mais variadas nacionalidades que buscavam iniciar uma nova vida na promissora América. Infelizmente, a maioria deles não sobreviveria ao naufrágio.

A viagem no Titanic, que durou apenas quatro dias, se sucedeu com fausto para os ricos, como deveria ser. E promissora e feliz para aqueles que carregavam a esperança de um futuro feliz no outro lado do Atlântico. Após a partida em Southampton, o Titanic fez duas paradas para a entrada de mais passageiros em Cherbourg – França e Queenstown – Irlanda. Durante o dia, desenrolavam-se os encontros sociais da primeira classe em passeios pelo convés, excursões pelo navio, e almoços nos elegantes restaurantes. Pela noite, as senhoras estreavam suas vestimentas da última moda nos chiques jantares oferecidos pelo capitão Smith na primeira classe, e os senhores gastavam o tempo em reuniões formais no Fumoir. A estratificação das classes do navio era regiamente seguida, os ambientes não eram comuns a todas as classes e havia até partes do convés para cada uma delas. Durante o naufrágio do Titanic, a separação de classes, era até então aceitável, mas viria a ser um dos fatores X para a perde de tantas vidas, principalmente as da terceira classe, que só pode ser evacuada após as duas outras classes, quando quase todos os botes já haviam sido baixados.

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Todos conhecem os fatos que levaram ao naufrágio do Titanic na noite do dia 14 de abril de 1912. A colisão com o Iceberg as 23:40 da noite, os primeiros sinais de socorro em CQD e logo depois SOS que entraram para a história, e os botes que começaram a descer às 00:31. Dando início ao pânico e terror que permeou as últimas horas e minutos de vida do Titanic e seus passageiros, o que pode ser chamado de corrida pela sobrevivência. Às 2:05 é arriado o último bote salva-vidas , o desmontável D com 44 pessoas a bordo. Ainda assim, no navio há centenas de pessoas lutando por suas vidas. Às 2:10 é enviado o último sinal de rádio pelos telegrafistas. Às 2:18 as luzes do navio piscam pela última vez e se apagam para sempre. Às 2:20 o Titanic mergulha pelas profundezas do oceano, arrastando consigo centenas de almas. Cujos últimos momentos são tenebrosos demais para sequer imaginarmos.

Agora, milhares de vidas estavam lançadas ao mar para a morte. O silêncio que antes imperava, dava lugar a gritos de pânico e socorro. Em pouco tempo, praticamente todos morreram de hipotermia, nas águas congelantes do Atlântico norte. Enquanto isso, os passageiros nos botes assistiam passivamente aqueles momentos de terror profundo. Apenas um bote regressou em busca de possíveis sobreviventes, o 14. Mas, naquele momento quase todos já haviam morrido. Apenas seis pessoas foram resgatadas com vida da água. Seis, dentre mais de 1.500 pessoas. Como disse a personagem Rose interpretada pela atriz Gloria Stuart em determinado momento do filme Titanic de James Cameron – “E para aquelas 706 pessoas nos botes salva vidas, só restava esperar. Esperar pela morte ou por uma absolvição que jamais viria.”

Às 4:10 da manhã de 15 de abril de 1912, o navio Carpathia chegou ao local do naufrágio para resgatar os sobreviventes do Titanic. Ele era o navio mais próximo do Titanic no momento da colisão com o iceberg, e apesar de ter vindo em velocidade máxima ao seu encontro, só conseguiu chegar duas horas após o naufrágio. O Carpathia rumou com os 706 sobreviventes para Nova York, onde chegou em 17 de abril de 1912. O número de mortos ainda é questionado, numa quantia que varia entre 1.500 almas.

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Apesar das condições catastróficas do naufrágio do Titanic. A maioria dos fatos e lendas que subsistiram até hoje, comprovam que a maioria dos passageiros manteve a decência e compostura. Seja na três classes, ou na tripulação, há histórias que nos asseguram da bondade e solidariedade de alguns em prol de muitos. Os dois operadores do telégrafo, Harold Bride e Jack Philips enviaram sinais de rádio até quando puderam na esperança de um resgate rápido, um deles não sobreviveu. Os músicos da orquestra tocaram fielmente até o momento do naufrágio, todos morreram. O Capitão Smith e o arquiteto naval do Titanic – Thomas Andrews mantiveram a honra e afundaram junto com o navio. Margareth Brown entrou para a história como A inafundável Molly Brown, ela era uma dama da alta sociedade americana, e passageira da primeira classe que durante o naufrágio do Titanic ajudou muitos passageiros a embarcar em botes salva-vidas antes de ser convencida a embarcar no bote de número 6. Após o naufrágio, quando milhares de pessoas estavam jogadas a própria sorte no mar gélido, ela também protestou sozinha, contra a vontade de todos, para que o bote voltasse ao local dos destroços para tentar salvar mais vidas. Tornou-se uma heroína.
Outros ficariam marcados para sempre, como Sir Bruce Ismay, o presidente da White Star Linesobreviveu ao naufrágio garantindo seu lugar num dos últimos botes salva-vidas. Visto como egoísta e individualista, a sociedade nunca o perdoou por esse feito.

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Na manhã seguinte a do naufrágio, os primordiais jornais da época e agências de notícias já davam destaque a catástrofe do Titanic. Mas, curiosamente, a maioria embarcou numa onda de positivismo que afirmava que ninguém teria morrido no naufrágio, ou até mesmo que o Titanic seria rebocado e cumpriria viagem até Nova York. Muitas pessoas, crendo nas parcas notícias dos meios de comunicação da época, esperaram piamente o Titanic no porto de Nova York na data marcada para a sua chegada. Gente que esperava parentes e amigos, mas só encontraram os poucos sobreviventes trazidos pelo Carpathia. O choque do naufrágio ainda não havia sido despertado.

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O Titanic foi um símbolo da Belle Époque e da modernidade do novíssimo século XX. Numa época em que o futuro parecia haver finalmente chegado e as invenções tecnológicas ditavam o ritmo de uma nova era traduzida pelo estilo Art Noveau. A eletricidade, o telégrafo sem fio, o cinema, a bicicleta, o automóvel e o avião inspiravam o surgimento de um novo mundo, em que a realidade era outra e o passado romântico do século XIX havia finalmente ficado para trás. O Titanic inserido nesse contexto, representava os avanços da ciência e o poder do homem que acabara criando o maior objeto móvel até então construído. Essa força, poder e segurança do homem eram afirmados no Titanic – que se diziam inafundável – e também acabaram por cair por terra quando ele afundou. A partir daí perguntaram-se se essa segurança era tão real e se esse poder era tão verdadeiro como parecia ser. Talvez, o Titanic tenha representado uma ruptora ideológica antes mesmo da que viria com a 1ª Guerra Mundial, que pôs fim aquela sociedade que por pouco tempo pareceu perfeita.

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100 anos depois ele ressurge das profundezas, aonde está sepultado a 4.000 metros de profundidade. Com o naufrágio prestes a completar seu centenário, a inauguração de um museu em Belfast, e o relançamento em 3D do histórico filme de 1997, a lenda dos mares volta a ser posta em questão. Mesmo após tantos anos, especialistas e pesquisadores investigam alguns dos mais de 5.000 objetos recuperados do navio, desde sua redescoberta em 1985. Outros põem em questão o naufrágio, seus destroços e vão mais a fundo ainda: mapeando cada minuto da tragédia e os destroços do navio fantasmagórico no fundo do mar. Levando em consideração as condições horrorosas a que foi submetido em seu naufrágio, alguns ambientes ainda demonstram um ótimo estado de conservação. Talvez, por pouco tempo, é certo que um dia tudo desaparecerá, mas a lenda nunca morrerá.”

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Bibliografia: http://lounge.obviousmag.org/vitor_dirami/2012/03/titanic-100-anos-depois.html